
O IAHCS (Instituto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde), responsável pela gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz Alta, emitiu nesta sexta-feira (24) uma nota oficial referente à denúncia de falsificação de documentos médicos para a obtenção de doses elevadas de morfina por uma paciente.
O caso veio a público após o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) registrar um boletim de ocorrência ao identificar que os laudos apresentados pela paciente — que prescreviam 20mg da medicação morfina a cada duas horas — continham assinaturas e carimbos falsificados de um médico de Lajeado.
Na nota, a instituição reforça que todas as medidas legais foram adotadas para garantir a integridade do serviço público e que a equipe técnica está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Transcrição na íntegra da Nota Oficial
Ofício UPA nº 001/2026
NOTA OFICIAL
Cruz Alta, 24 de abril de 2026.
Respeitosamente, o IAHCS compreende que sua conduta exarada se encontra em sintonia com os primados da legalidade e da moralidade em se tratando da gestão do contrato da UPA de Cruz Alta, primando que na sua gestão prevaleça a manutenção da aplicação das melhores práticas assistenciais, ou seja, com o máximo zelo, eficiência e responsabilidade.
Em relação ao recente fato noticiado na imprensa dando conta da apresentação de possíveis atestados falsos por determinado paciente, temos a informar que a equipe técnica e administrativa da UPA identificou os indícios de irregularidades e prontamente noticiou o fato para o SIMERS, em razão de se tratar de um profissional médico vítima da pretensa falsificação, bem como diligenciou boletim de ocorrência para que as autoridades competentes possam investigar o fato, oportunidade em que os responsáveis técnicos da UPA se colocaram à disposição de colaborar para a mais ampla elucidação dos fatos.
O médico que consta como prescritor do atestado com indícios de falsificação não pertence ao quadro de colaboradores ou de prestadores de serviços da UPA, sendo que o mesmo foi contatado pela UPA para solicitar a confirmação da veracidade do documento. A documentação apresentada continha indícios de inconsistência quanto à sua autenticidade, sendo potencialmente utilizada para influenciar a conduta médica dos profissionais da UPA na prescrição de medicação, motivo pelo qual o caso foi tratado com a devida seriedade e rigor.
Nesse contexto, reiteramos que todas as medidas legais e administrativas cabíveis foram imediatamente adotadas, com o objetivo de assegurar a transparência e a integridade do serviço público, no estrito respeito aos princípios éticos e protocolos médicos vigentes.Ressaltamos, ainda, que se trata de um caso isolado. Reiteramos nosso compromisso com a legalidade e com a segurança de nossos pacientes e colaboradores, repudiando qualquer prática que viole os preceitos da saúde pública.Confiamos plenamente na atuação da Justiça e aguardamos o desfecho das investigações para que, caso confirmadas as irregularidades, os responsáveis sejam devidamente responsabilizados conforme a lei.
Esclarecemos que eventuais relatos provenientes de outras fontes não necessariamente refletem a realidade dos fatos, podendo conter imprecisões ou interpretações equivocadas. Nesse sentido, orientamos a população a buscar informações por meio de canais oficiais e confiáveis, evitando conclusões precipitadas e a disseminação de conteúdos que possam induzir a erro.
Por fim, ressaltamos que esta manifestação constitui o único posicionamento oficial da instituição sobre o caso.
Quaisquer outras informações eventualmente divulgadas em nome da equipe da UPA não representam, sob qualquer aspecto, a posição do Instituto.
Atenciosamente,
Patrick José Chiesa de Campos
Coordenador Administrativo
Diovana Gervasoni
Responsável Técnica Enfermagem
Vivian Pena Della Mea
Responsável Técnica Médica
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 24/04/2026