
A severa instabilidade que atingiu Cruz Alta e a Metade Norte do Rio Grande do Sul pode ter sido causada pelo fenômeno de microexplosões. A hipótese ganha força após a análise de imagens compartilhadas em redes sociais, que revelam o rastro de destruição: árvores quebradas ao meio, estruturas retorcidas e objetos arremessados pela violência do vento.
O fenômeno ocorre quando uma forte corrente de ar desce rapidamente de uma nuvem de tempestade e, ao atingir o solo, se espalha de forma divergente. Esse impacto gera rajadas comparáveis às de um tornado, capazes de causar danos estruturais localizados e destelhamentos, como os registrados no município.
Cenário meteorológico e novos riscos
O tempo severo foi provocado pelo encontro de uma frente fria com uma massa de ar quente. A previsão para esta sexta-feira indica que a instabilidade deve aumentar, já que a frente fria está associada a um ciclone intenso no extremo Sul do Atlântico.
Alerta de Chuva: A maioria das regiões gaúchas terá um dia chuvoso. O maior risco de volumes elevados concentra-se no Centro do estado.
Temporais no Norte: Em Cruz Alta e demais cidades da Metade Norte, o risco de novos temporais isolados permanece elevado.
Temperaturas: Com o domínio da instabilidade, os termômetros devem apresentar pouca elevação na maioria das cidades, embora aberturas de sol pontuais possam ocorrer em trechos do Oeste e do Sul.
A orientação é que a comunidade permaneça atenta, dado que o solo já se encontra saturado e as estruturas podem estar fragilizadas pelos ventos de ontem.
Com informações da Metsul e Inmet
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 24/04/2026