
A participação da Cotribá na Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL) não deverá ser utilizada como fonte significativa de recursos para quitar as dívidas da cooperativa, estimadas em R$ 1,4 bilhão. A estratégia da direção é aproveitar a estrutura da central para fortalecer as operações comerciais e contribuir para a retomada das atividades.
A informação foi divulgada pelo presidente da Cotribá, Sérgio Strentzke, em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Cidade FM 104.9, na sexta-feira (16). Segundo ele, as regras estatutárias tornam financeiramente desvantajosa uma eventual saída da CCGL, com um valor que, conforme sua estimativa, não chegaria a R$ 500 mil.
Em vez de negociar a participação societária, a direção pretende ampliar as operações em parceria com a central, especialmente nos segmentos de leite e comercialização de grãos. Strentzke relatou que já conversou com o presidente da CCGL, Caio Vianna, e recebeu sinalização de apoio.
A proposta é recuperar o faturamento por meio dos negócios realizados com os associados, em vez de depender exclusivamente da venda de imóveis e outros patrimônios. A direção, no entanto, ainda não apresentou projeções de receitas ou estimativas sobre o impacto financeiro da parceria.
Os próximos passos da Cotribá dependem da assembleia desta terça-feira (20), quando os associados devem deliberar sobre a dissolução voluntária e a liquidação com continuidade das atividades.
Com informações da Rádio Cidade de Ibirubá – Jornalista Cristiano Lopes
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 20/10/2026