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MP/RS> Crueldade contra animais resulta em prisão preventiva em Cruz Alta

  • MP/RS> Crueldade contra animais resulta em prisão preventiva em Cruz Alta

A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e decretou, na terça-feira (7), a prisão preventiva do homem investigado por maus-tratos a animais em Cruz Alta. A decisão foi tomada após a constatação de um cenário de extrema crueldade durante fiscalização realizada pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM) e pela Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal.

Animais viviam em situação degradante

Durante a inspeção realizada na segunda-feira (6), as equipes encontraram quatro cães, dois filhotes de gatos e diversas aves em condições consideradas incompatíveis com os padrões mínimos de bem-estar animal.

Os cães apresentavam sinais de desnutrição, falta de água e alimentação adequadas, além de permanecerem presos por correntes ou confinados em espaços inadequados. Um dos animais estava com paralisia dos membros posteriores, sem qualquer atendimento veterinário, enquanto outro apresentava sarna em estágio avançado. Os dois filhotes de gatos também foram resgatados abaixo do peso e em precárias condições nutricionais.

Animais mortos e risco sanitário

No imóvel, os fiscais localizaram um cão da raça pitbull morto, cinco galos mortos em gaiolas e no pátio, além de diversas carcaças de aves espalhadas entre lixo e entulhos.

Segundo os órgãos de fiscalização, os animais vivos conviviam com cadáveres em diferentes estágios de decomposição, em um ambiente com forte odor, acúmulo de resíduos e elevado risco sanitário.


Indícios de rinha de galos

Durante a operação, também foram encontrados equipamentos normalmente utilizados em rinhas de galos, prática proibida pela legislação brasileira. Entre os materiais apreendidos estavam um rinhadeiro (arena de lona), esporões metálicos, biqueiras, capacetes e protetores de esporas.

Conforme os fiscais, a quantidade de galos mortos e os objetos localizados reforçam a suspeita de que o imóvel era utilizado para promover rinhas.

Ministério Público destaca gravidade

Para o Ministério Público, a prisão preventiva representa uma resposta à gravidade dos fatos e tem como objetivo impedir a continuidade da prática criminosa.

Segundo a promotora de Justiça responsável pelo caso, Anamaria Thomaz, a atuação conjunta da PATRAM e da Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal foi decisiva para identificar uma situação de sofrimento extremo e prolongado dos animais, ressaltando que a medida também busca garantir a proteção dos animais e prevenir a repetição desse tipo de conduta.

O investigado permanecerá preso preventivamente enquanto prosseguem as investigações e a tramitação do processo criminal.


Com informações do MP/RS

Paulinho Barcelos

Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta

Grupo Pilau de Comunicações

Publicada em 09/07/2026

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