
A tentativa de recuperação judicial da Cotribá sofreu novo revés na Justiça. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou a suspensão da medida que havia sido autorizada em primeira instância, atendendo a um recurso apresentado pelo Banco Votorantim.
A decisão liminar foi assinada pela desembargadora Eliziana Perez e permanece válida até que o caso seja analisado pelo colegiado. Entre os argumentos aceitos está o entendimento de que cooperativas agropecuárias não se enquadram, em regra, no mecanismo de recuperação judicial, previsto para empresas.
Outro ponto destacado no processo é a sequência de pedidos feitos pela cooperativa com o objetivo de se resguardar de cobranças, o que, segundo a decisão, pode representar risco aos credores.
A dívida total da Cotribá chega a aproximadamente R$ 1,42 bilhão. No pedido atual de recuperação judicial, foram listados cerca de R$ 471,5 milhões em débitos. Entre os principais credores estão o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, com cerca de R$ 134,8 milhões, e a Caixa Econômica Federal, com R$ 80 milhões. O Banco Votorantim, autor do recurso, tem crédito de aproximadamente R$ 15,8 milhões.
Essa não é a primeira tentativa da cooperativa de buscar proteção judicial. Em 2025, a Cotribá chegou a ingressar com medida cautelar como preparação para um pedido de recuperação, mas acabou desistindo após questionamentos judiciais, inclusive por parte do Banco Santander.
Segundo o advogado da cooperativa, Alexandre Faro, a nova tentativa ocorreu após mudanças na gestão e reavaliações internas.
Fundada em 1911 e sediada em Ibirubá, a Cotribá é considerada a cooperativa agropecuária mais antiga do país. A instituição reúne mais de 11,7 mil produtores rurais, mantém cerca de 800 funcionários diretos e atende mais de 30 mil clientes.
Com informações do site GZH/ Colunista Giane Guerra
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 04/05/2026