
A unidade da Cotribá em Cruz Alta está entre os ativos protegidos de cobranças após decisão que autorizou a recuperação judicial da cooperativa. O complexo é estratégico por atuar no recebimento e escoamento de grãos na região.
A medida foi concedida pelo juiz Eduardo Savio Busanello, da comarca de Santa Rosa, que reconheceu a relevância econômica e social da Cotribá. Na decisão, o magistrado destacou que, mesmo com limitações legais para cooperativas acessarem esse tipo de negociação, a “deficiência da legislação” não deve impedir o andamento do pedido.
A cooperativa possui dívida estimada em R$ 1,42 bilhão. Com a autorização, terá prazo de até 60 dias para apresentar um plano de reestruturação, que será submetido à votação dos credores.
Este é o segundo pedido de recuperação judicial. O primeiro havia sido aprovado, mas acabou sendo retirado após recurso, sem novo julgamento. Com a troca de comando da cooperativa, um novo escritório de advocacia, de São Paulo, passou a conduzir o processo e ingressou com a nova solicitação.
Em nota, a Cotribá informou que a reestruturação ocorrerá “por meio de um processo estruturado de negociação com seus credores”.
A Cotribá
Fundada em 1911 e com sede em Ibirubá, a cooperativa reúne mais de 11,7 mil produtores rurais, conta com cerca de 800 funcionários diretos e atende mais de 30 mil clientes. Com 115 anos de história, é considerada a cooperativa agropecuária mais antiga do país.
Com informações da Jornalista Giane Guerra /Rádio Gaúcha e GZH
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 27/04/2026