
Uma ofensiva militar de grandes proporções marcou a madrugada deste sábado, 3, na Venezuela. Segundo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, forças norte-americanas realizaram bombardeios em Caracas e capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, que teriam sido retirados do país por via aérea. A confirmação foi feita pelo próprio Trump em publicação na rede social Truth Social. As primeiras informações relatam 14 mortos, todos militares.
O presidente americano informou ainda que mais detalhes serão divulgados em coletiva de imprensa, marcada para as 13h (horário de Brasília), em Mar-a-Lago, na Flórida.
Principais pontos da ofensiva
Captura anunciada por Trump
Trump afirmou que os Estados Unidos realizaram “com sucesso um ataque de grande escala” contra a Venezuela e que a operação ocorreu em conjunto com forças de aplicação da lei norte-americanas, resultando na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.
Explosões e ação aérea em Caracas
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada, enquanto múltiplas explosões iluminavam o céu da capital. Relatos não confirmados indicam o uso de helicópteros CH-47G Chinook, empregados em operações especiais. A força especial Delta dos Estados Unidos teria sido usada.
Áreas atingidas
De acordo com o governo venezuelano, além de Caracas, os ataques teriam alcançado os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. O Fuerte Tiuna, maior complexo militar do país e sede do Ministério da Defesa, foi visto em chamas após as explosões.
Estado de emergência
Diante da ofensiva, o governo venezuelano declarou estado de emergência nacional, classificando a ação como uma “ofensiva imperialista” dos Estados Unidos. Até o momento, não há informações oficiais sobre mortos ou feridos.
Impactos na capital
Testemunhas relataram quedas de energia em áreas do sul de Caracas, próximas a bases militares. Explosões, colunas de fumaça preta e aeronaves foram observadas em diferentes pontos da cidade a partir das 2h (horário local).
Contexto militar recente
Os Estados Unidos haviam enviado uma flotilha militar ao Caribe em agosto e, segundo Caracas, já bombardearam quase 30 embarcações, com mais de cem mortes. Na última terça-feira (30), Washington confirmou ataques a três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais.
Medidas de segurança aérea
Antes das explosões, a Administração Federal de Aviação (FAA) proibiu voos comerciais dos EUA sobre o espaço aéreo da Venezuela e da ilha de Curaçao, citando riscos relacionados à atividade militar em andamento.
Repercussão internacional
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, comentou o episódio e defendeu que a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúnam imediatamente para tratar da situação.
A ofensiva ocorre após declarações anteriores de Donald Trump, que havia afirmado que os dias de Nicolás Maduro no poder “estavam contados” e autorizado operações da CIA na Venezuela. Enquanto a Casa Branca ainda não se manifestou oficialmente, a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos de uma ação que eleva significativamente a tensão política e militar na América Latina.
Com informações do G1/Correio do Povo/Rádio Gaúcha
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 03/01/2026