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Taxa de desemprego fica em 7,6% no trimestre encerrado em janeiro

Publicada em 29/02/2024

  • Taxa de desemprego fica em 7,6% no trimestre até janeiro

A taxa de desemprego no Brasil no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2024 ficou em 7,6%. É o mesmo percentual apurado no trimestre móvel anterior (de agosto a outubro de 2023). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (29) pelo IBGE. O percentual é o menor desde 2015, último ano em que a taxa de desocupação neste trimestre móvel esteve abaixo de 7%, com 6,9%.

Na comparação anual, com o mesmo período, entre novembro de 2022 e janeiro de 2023, a taxa de desemprego caiu 0,7 ponto percentual.

A população desocupada, ou seja, aqueles que estavam em busca de trabalho, estava em 8,3 milhões no trimestre encerrado em janeiro de 2024, o que representa estabilidade em relação ao trimestre móvel anterior e queda de 7,8% no ano (menos 703 mil pessoas).

A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explica que, em geral, neste período do ano há aumento do desemprego, com o encerramento dos contratos temporários do fim de ano:

— Há uma tendência sazonal. Em alguns anos, essa sazonalidade pode ser maior, ou menor. Nessa entrada do ano de 2024, o que a gente percebe é uma estabilidade, justamente porque a população desocupada não teve expansão tão significativa nesse trimestre encerrado em janeiro de 2024.

A população ocupada do país chegou a 100,6 milhões de trabalhadores, com altas de 0,4% (ou mais 387 mil pessoas) frente ao último trimestre móvel comparável e de 2,0% (ou mais 1,957 milhão de pessoas) no ano.

— Na série histórica da Pnad Contínua, costumamos ter uma estabilidade da população ocupada no trimestre encerrado em janeiro, ou até mesmo uma queda dessa população, fato que não está ocorrendo agora, em 2024. Pelo contrário, vemos uma expansão da ocupação — observa Adriana.

Os grupamentos de atividade que puxaram a alta na comparação trimestral foram Transporte, armazenagem e correio (4,5%, ou mais 247 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (1,9%, ou mais 241 mil pessoas) e Outros serviços (3,1%, ou mais 164 mil pessoas).

Já a ocupação no grupamento da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura recuou 6,0% (ou menos 503 mil pessoas) frente ao último trimestre móvel comparável.

— Dentro desses três setores (que tiveram alta), se sobressaíram o transporte rodoviário de cargas, os serviços de armazenagem e logística, as atividades financeiras e imobiliárias, além dos serviços profissionais, como a locação de mão-de-obra e terceirização — detalha a coordenadora.

Essas altas, para Adriana, compensaram os postos de trabalho perdidos na Agropecuária, “principalmente nas lavouras de milho, mandioca e café”.


Com Informações - GZH

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