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PIB do Rio Grande do Sul recua 0,1% no terceiro trimestre de 2023

Publicada em 28/12/2023

  • PIB do Rio Grande do Sul recua 0,1% no terceiro trimestre de 2023

Influenciado pela queda na atividade agropecuária, o Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul encolheu 0,1% no terceiro trimestre de 2023 na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano passado, a variação foi de +0,1% na economia gaúcha.

No Brasil, o PIB teve variação de +0,1% entre os trimestres e de 2% sobre o mesmo período de 2022.

O período de julho a setembro é tradicionalmente marcado pelo menor impacto das atividades ligadas ao campo, segmento que tem no primeiro semestre o seu maior reflexo. Ainda assim, a queda de 15,5% no setor contribuiu para o desempenho mais fraco da economia no Estado. A estiagem deste ano, apesar de menos severa do que a anterior, influencia os resultados do campo e se soma aos eventos climáticos do El Niño.

— O trigo já tinha uma tendência de queda este ano por vir de uma supersafra no ano passado, mas, possivelmente, o desempenho seria melhor no trimestre, não fosse o excesso de chuvas — explica o pesquisador do Departamento de Economia e Estatística (DEE) do Estado, Martinho Lazzari, lembrando que o maior impacto do cereal é contabilizado no quarto trimestre do ano.

Na avaliação do economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, o resultado da agropecuária não surpreende, diante das perdas nas culturas de inverno devido ao excesso de chuvas. Apesar dos crescimentos residuais nas produções de milho e soja, o trigo e a aveia, cereais da estação, tiveram variações negativas na quantidade produzida, de -29,8% e -16,9%, respectivamente.

— Continuamos convictos de que haverá crescimento (no fechamento de 2023), mas será algo para não ser comemorado, pois é o resultado de um ano muito ruim comparado a um péssimo que foi 2022 — diz da Luz.

Na indústria, o crescimento foi de 1%, sustentado pela indústria de transformação (+1%) e pelas atividades de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (+7,4%).

Já nos serviços, houve avanço de 0,6% no trimestre, o mesmo do registrado no país, puxado pelas atividades do comércio (1,8%), intermediação financeira e seguros (1,5%) e serviços de informação (1,4%).

Os resultados da economia foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG).

Mesmo com a estiagem, o desempenho da agropecuária, com alta acumulada de 26,5% no ano, ajudou a sustentar a variação positiva da economia gaúcha até setembro de 2023 (2,5%). O dado indica recuperação do campo em relação ao ciclo passado, quando a seca foi ainda mais severa. Os serviços também somaram alta de 2,9%. No sentido inverso, a indústria retraiu 5% de janeiro e setembro.


Com informações - GZH

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