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RS decreta situação de emergência pelo aumento da SRAG infantil

Publicada em 06/07/2023

  • RS decreta situação de emergência pelo aumento da SRAG infantil

O governo do Estado publicou, nesta quinta-feira (6), decreto que declara estado de emergência em saúde pública para enfrentamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças. Os casos de SRAG são agravamentos de doenças respiratórias, a exemplo de gripes e bronquiolites.

O estado de emergência foi declarado, conforme o decreto, por conta do “aumento expressivo nos índices de internações em leitos de UTI pediátrica”.

— A gente está vendo um aumento da necessidade da população para emergências de hospitais, especialmente para atendimento de crianças, como os casos de bronquiolite. Tivemos já um aumento em 2022, mas em 2023 a gente tem percebido esse aumento de forma potencializada — aponta Lisiane Fagundes, diretora do Departamento de Gestão de Atenção Especializada da Secretaria Estadual da Saúde.

Na faixa etária de 0 a 11 anos, os dados epidemiológicos mostram aumento de 32% das hospitalizações por formas graves de influenza em 2023, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O dado está presente no Boletim Epidemiológico de Vírus Respiratórios, produzido pela Secretaria Estadual da Saúde, considerando dados até 24 de junho.

A declaração de emergência permite ao Rio Grande do Sul acessar recursos federais, em uma ação coordenada pelo Ministério da Saúde. O Estado espera cerca de R$ 26 milhões de repasses por estar enfrentando o aumento nas internações de crianças.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, os casos de SRAG em crianças estão ocorrendo de forma mais concentrada desde 2022 pelo fato de que muitas crianças não tiveram contato com os vírus durante os momentos de distanciamento social, quando a pandemia se apresentava de forma mais grave. O aumento dos casos, agora, teria relação com as contaminações represadas especialmente em 2020 e 2021.

— Não podemos esquecer que a gente vem de um período pandêmico complexo, no qual as crianças ficaram durante muito tempo em casa. Toda aquela carga de doenças que as crianças têm na infância, e que faz com que elas formem a proteção, isso não aconteceu de forma escalonada. A gente acredita que este seja um dos motivos (para o aumento expressivo em 2022 e 2023) — acrescentou Lisiane.

A Secretaria Estadual da Saúde reforça as recomendações de aplicação das vacinas destinadas a crianças e adultos, com objetivo de reduzir a circulação de vírus como o da gripe e da covid-19.


Com informações - GZH

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