Estamos Ao Vivo
Estamos Ao Vivo
Grupo Pilau

PC combate tráfico de drogas e contrabando de cigarros em Ijuí e Panambi

Publicada em 02/02/2022

  • PC combate tráfico de drogas e contrabando de cigarros em Ijuí e Panambi

Uma organização criminosa envolvida com contrabando de cigarros, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de armas de fogo foi alvo, na manhã desta quarta-feira, da operação “Fim de Linha” da Polícia Civil. A organização tinha base em Passo Fundo, mas com ramificações em vários municípios e que mantém ligação com uma facção do Vale dos Sinos, comandada por detentos.

Houve o cumprimento de 35 mandados de prisão preventiva, de 73 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Passo Fundo, Panambi, Ijuí, Vacaria, Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Alvorada, Soledade e Pelotas, além de bloqueio de 62 contas bancárias. 

Até o momento 25 pessoas foram presas, sendo 21 preventivamente e quatro em flagrante por tráfico de drogas. Restaram apreendidos, dentre outros objetos, aproximadamente R$ 25 mil, 6 armas de fogo, 200 munições, cigarros, drogas e veículos.

A investigação começou em abril do ano passado a partir de informações que apontavam que criminosos de Passo Fundo, incluindo lideranças que atuam nos bairros Petrópolis e José Alexandre Zachia, foram “batizados” por uma facção oriunda da região metropolitana de Porto Alegre. Com a adesão destes criminosos à facção, uma relação comercial e territorial de ilícitos foi intensificada em Passo Fundo e na região Norte do Estado. 

Nos bairros Petrópolis e José Alexandre Zachia, em Passo Fundo, foi constatado o monopólio das vendas de drogas e cigarros paraguaios. Posteriormente, a imposição alastrou-se por todos os bairros da cidade, com maior ênfase no tráfico de drogas.

O comando das atividades criminosas era proveniente do interior de estabelecimentos penitenciários, como a Cadeia Pública de Porto Alegre, a Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro, a Penitenciária Modulada de Ijuí e o Presídio Regional de Passo Fundo.

Abaixo das lideranças encontravam-se distribuidores, gerentes, vendedores, coletores de dinheiro e contadores, entre outros. 

Além disso, a equipe do delegado Diogo Ferreira constatou que a lavagem do dinheiro ilícito ocorria com negócios aparentemente legalizados, como restaurantes, lanchonetes, imóveis, quadra de futebol society.

Segundo os policiais civis, um dos métodos de crescimento territorial da organização criminosa é “tomar cidades” e eliminar a concorrência, captando os traficantes locais para integrarem a organização criminosa. Em caso de resistência, os resistentes à adesão eram eliminados.

As drogas e cigarros contrabandeados tinham como origem outros estados e até o Paraguai. Segundo os agentes, o criminoso adquiria entorpecentes e cigarros de terceiros visando elevar os próprios lucros, tendo escondido o fato da facção.

No narcotráfico, os agentes da Draco de Passo Fundo tiveram a atenção despertada para a presença de cocaína peruana, chamada comumente de “peixe”, que é muito valorizada por sua pureza e qualidade. Ela é adquirida em forma de “pedra prensada” pelos traficantes por cerca de R$ 50 mil o quilo. As remessas semanais giravam entre 15 quilos e 20 quilos. Já a cocaína mais “simples” tinha preço variado entre R$ 30 mil e R$ 35 mil o quilo. Havia ainda a venda de dezenas de quilos de maconha, haxixe e crack, bem como centenas de cartelas e milhares de unidades semanais de drogas sintéticas e centenas de litros de loló.

A operação, que contou com apoio aéreo do helicóptero da Polícia Civil, teve participação ainda da Brigada Militar, da Polícia Federal, da Superintendência dos Serviços Penitenciários, sendo mobilizados cerca de 320 agentes de segurança, dos quais 280 eram policiais civis.


Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta

Grupo Pilau de Comunicações


Station Lodge - Passo Fundo
NETFACE
UNINTER

Anuncie conosco


(55) 3322-7222

© 2019 Grupo Pilau. Todos os direitos reservados.
Portal produzido pela Netface