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BNDES aumentou o limite de financiamento para os caminhoneiros

Publicada em 21/08/2019

  • BNDES aumentou o limite de financiamento para os caminhoneiros


Com menos de três meses de vigência, e com apenas um empréstimo aprovado desde o lançamento, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) melhorou as condições da linha BNDES Crédito Caminhoneiro, voltada para financiar custos de manutenção, que foi anunciada em abril como parte do conjunto de medidas do governo para evitar paralisações semelhantes às ocorridas em maio de 2018.

De acordo com o banco, o limite do valor do crédito subiu de R$ 30 mil para R$ 100 mil e o prazo dos empréstimos foi ampliado de dois anos e meio para cinco anos, com até 12 meses de carência.

A melhoria das condições inclui também a possibilidade de custear investimentos prévios. Isso porque poderão ser aceitos, para comprovar a aplicação dos recursos, documentos fiscais emitidos até 180 dias antes da data de pedido do empréstimo ao BNDES.

As alterações nas condições do BNDES Crédito Caminhoneiro passaram a valer na última terça-feira (13).

As operações são indiretas, ou seja, repassadas por bancos comerciais que operem com o BNDES - esses bancos ficam responsáveis pela aprovação do financiamento e pela exigência de garantias.

Entenda O programa é voltado para caminhoneiros autônomos e cooperativas de transporte.

A linha de crédito foi anunciada em abril e vigora desde 27 de maio. Os empréstimos podem ser pedidos até 26 de maio de 2020. O BNDES informou que destinaria R$ 500 milhões para a linha de crédito.

Quando as condições de financiamento foram conhecidas, no fim de maio, representantes de associações de caminhoneiros e empresas do ramo de manutenção avaliaram, que o crédito do BNDES poderia dar um alívio, mas não resolveria a crise do setor.

À época, o assessor de planejamento e desenvolvimento da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos, Marlon Maues, disse que o limite inicial de R$ 30 mil por cliente era baixo, pois o gasto com manutenção de um caminhão usado, com mais de cinco anos, veículo tipicamente dirigido pelos autônomos, pode chegar a R$ 50 mil ao ano.

Tabela de frete Em vídeo divulgado em grupos de caminhoneiros, lideranças afirmam que não aceitarão que a tabela de preços mínimos de frete seja apenas referencial. O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (RS), Carlos Dahmer, diz que a categoria aguarda uma contraproposta da Confederação Nacional da Indústria, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e embarcadores na quinta-feira (15).

"Temos posição firme de todo mundo: não abriremos mão do piso mínimo. Eles vão vir com a referencial e ela será rechaçada, pois a categoria não quer. Provavelmente não teremos acordo se for essa a proposta", afirmou Dahmer.

Fonte: O Sul

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