
A CPI da Covid encerra os trabalhos nesta terça-feira (26) com a votação do relatório final do senador Renan Calheiros (MDB). A comissão, que já propõe o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes, também deve incluir no documento a recente fala do chefe do Executivo que associa a vacina contra a covid-19 com o desenvolvimento de aids.
A cúpula do colegiado também deve pedir ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que Bolsonaro seja investigado por essas declarações no âmbito do inquérito das fake news, que tramita na Corte.
Nesta manhã, Renan protocolou uma nova versão do relatório. Agora, a CPI pede o indiciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de outras 77 pessoas e duas empresas — 12 nomes foram incluídos em relação à lista (veja aqui) apresentada no dia 20.
Os 12 nomes incluídos são os seguintes:
Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde
Marcelo Bento Pires, assessor do Ministério da Saúde
Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde
Thiago Fernandes da Costa, assessor técnico do Ministério da Saúde
Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil
Regina Célia Oliveira, fiscal de contratos do Ministério da Saúde
Amilton Gomes de Paula, reverendo presidente da Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah)
José Alves Filho, sócio da Vitamedic Indústria Farmacêutica Ltda.
Hélio Angotti Netto, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde
Antônio Jordão, presidente da Associação Médicos pela Vida
Wilson Lima, governador do Amazonas
Marcellus Campelo, secretário de Saúde do Amazonas
A análise do relatório será o último ato da CPI, criada há seis meses para investigar as ações e omissões do governo federal durante a pandemia. Se aprovado, o documento será encaminhado a órgãos competentes, como o Ministério Público (MP), para que deem continuidade às investigações.
Publicada em 26/10/2021
Fonte: Gaúcha ZH