
Os preços máximos dos medicamentos no Brasil deverão sofrer reajuste de até 3,81% a partir de abril de 2026, conforme estimativa do Sindusfarma. A definição dos índices é feita anualmente pela CMED, órgão ligado à Anvisa, que estabelece tetos de preços conforme o nível de concorrência dos produtos.
Atualmente, o mercado brasileiro conta com cerca de 13 mil tipos de medicamentos. O maior reajuste deve atingir os produtos com maior concorrência, enquanto os de concorrência intermediária podem subir até 2,47% e os de menor concorrência, que representam a maioria, até 1,13%. A média ponderada prevista é de 1,95%, considerada a menor dos últimos anos.
Apesar da autorização para reajuste, o impacto no bolso do consumidor não é imediato nem uniforme. Isso porque o valor definido pela CMED representa apenas o preço máximo permitido, e não o preço final praticado nas farmácias. Cada estabelecimento pode decidir se repassa ou não o aumento, além de aplicar descontos, promoções e estratégias comerciais próprias.
Outro fator que influencia é o estoque disponível. Grandes redes costumam manter preços antigos por um período, o que pode adiar o impacto. Por outro lado, em alguns casos, o reajuste pode parecer mais significativo quando o valor cobrado anteriormente estava bem abaixo do teto permitido.
A formação do índice leva em conta fatores como inflação, produtividade da indústria e custos operacionais, incluindo câmbio e energia elétrica. A expectativa é que os índices oficiais sejam divulgados até o fim de março, para entrarem em vigor já no início de abril.
Para economizar, especialistas recomendam alternativas como a escolha de medicamentos genéricos, uso de programas públicos como o Farmácia Popular e pesquisa de preços entre diferentes estabelecimentos.
Com informações da Agência Brasil
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 31/03/2026