
O projeto da Soli3, que prevê a implantação de uma moderna planta industrial de biodiesel no município, foi pauta de uma importante reunião realizada na manhã da última sexta-feira (6), no Parque da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque. O encontro reuniu a prefeita de Cruz Alta, Dra. Paula; o deputado estadual, Rafael Braga Librelotto e os presidentes das cooperativas Cotrijal, Nei César Manica; da Cotripal, Germano Döwich e da Cotrisal, Walter Vontobel, que são responsáveis pela Soli3.
Durante a reunião, foram debatidas as próximas etapas para a implantação do empreendimento, considerado estratégico para o fortalecimento do agronegócio, da indústria e da economia regional. A SOLI3 é fruto da união entre três grandes cooperativas gaúchas — Cotrijal, Cotripal e Cotrisal, que juntas somam cerca de 35 mil associados em mais de 100 municípios.
Para a prefeita Paula Rubin Facco Librelotto, o projeto representa um marco histórico para o desenvolvimento de Cruz Alta. “Estamos falando de um empreendimento que projeta Cruz Alta para o futuro, gerando empregos, fortalecendo a economia e criando novas oportunidades para nossa população. Desde o início, temos trabalhado e apoiado esse projeto, atuando de forma conjunta para garantir as condições necessárias para que esse grande empreendimento se torne realidade. Em breve, veremos o início das obras desta importante indústria que irá transformar a história da nossa cidade”, destacou a prefeita.
O deputado estadual Rafael Braga Librelotto também ressaltou a importância da união entre lideranças políticas e cooperativas para viabilizar o avanço do projeto. “A SOLI3 é um projeto transformador para Cruz Alta e para toda a região. Estamos falando de um investimento bilionário que fortalece o cooperativismo, gera empregos, renda e movimenta toda a cadeia produtiva. Nosso trabalho é seguir apoiando e articulando para que esse empreendimento avance, garantindo infraestrutura e condições para que Cruz Alta continue crescendo e se destacando como referência no desenvolvimento do Rio Grande do Sul”, afirmou o deputado.
No final de fevereiro, foi concluído o processo de obtenção da licença prévia. A conquista abre caminho para as próximas fases do licenciamento ambiental e, consequentemente, para o início efetivo das obras, previsto para o primeiro semestre de 2026. O início das operações da indústria está previsto para o primeiro semestre de 2028. Os prazos podem ser ajustados conforme o andamento dos processos de licenciamento. Nesta terça-feira (10), deverá ser assinada pelo Governador do Estado, durante a Expodireto, a licença ambiental prévia.
O presidente da Cotripal e da Soli3, Germano Döwich, está otimista com o andamento das tratativas e ressaltou que o investimento vai beneficiar os produtores, as cooperativas e toda a economia regional. O escritório administrativo da Soli3 já iniciou suas atividades em Cruz Alta, reforçando a presença do empreendimento na cidade que sediará a futura indústria.
Saiba mais sobre o investimento:
A união das cooperativas Cotrijal (Não-Me-Toque/RS), Cotripal (Panambi/RS) e Cotrisal (Sarandi/RS) para criar a Soli3 foi anunciada em maio de 2025. O município gaúcho de Cruz Alta foi escolhido de forma estratégica para a construção da indústria, por conta de sua localização logística, proximidade com ferrovia e canais portuários.
Com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, a planta industrial terá capacidade para processar cerca de 1 milhão de toneladas de soja por ano, com faturamento anual projetado em R$ 2,2 bilhões. O empreendimento consolidará Cruz Alta como um dos principais polos do setor de energias renováveis do Brasil, ampliando oportunidades de desenvolvimento econômico e geração de renda.
Inicialmente planejado para 62 mil metros quadrados, o projeto foi atualizado para 75 mil metros quadrados de área construída. A ampliação reforça a capacidade do complexo e o prepara para atender demandas futuras com ainda mais competitividade. A tecnologia de processo está em fase final de definição, com negociações em andamento com fornecedores do mercado nacional e internacional, priorizando soluções modernas, eficientes e sustentáveis.
Além da força econômica, os impactos sociais do projeto também são expressivos. Durante a fase de construção da planta, estão previstos cerca de 500 empregos diretos, movimentando diversos setores da economia local. Após a conclusão da obra, a indústria deverá gerar 150 empregos diretos permanentes e aproximadamente 500 empregos indiretos, fortalecendo cadeias produtivas e ampliando as oportunidades de trabalho na região.
Com informações da Prefeitura Municipal
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 09/03/2026