
A unidade da John Deere em Horizontina terá férias coletivas a partir de 12 de março. Em 1º de abril, começa o período de lay-off na empresa, que é a suspensão temporária dos contratos de trabalho.
Segundo a multinacional, a decisão foi aprovada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região com os funcionários operacionais. Conforme o sindicato, o lay-off pode durar até cinco meses e deve atingir cerca de 880 trabalhadores das áreas de produção de colheitadeiras, solda, pintura, montagem e logística.
Horizontina tem cerca de 19 mil habitantes e aproximadamente 1,3 mil trabalham na planta, principal empregadora da cidade.
O presidente do sindicato, Alexsandro Bach, afirmou à colunista Giane Guerra que a negociação teve como objetivo evitar aproximadamente 140 demissões. Ele também disse que a produção deve ser reduzida em 30% no período. A fábrica, que produzia cerca de 10 colheitadeiras por dia, deve passar para sete até agosto.
Em nota, a John Deere informou que vai complementar a bolsa de qualificação profissional paga pelo governo para garantir 100% do salário aos trabalhadores durante o lay-off. A empresa também manterá benefícios como vale-alimentação, convênio médico e convênio farmácia. Segundo a montadora, haverá ainda pagamento de indenização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e adiantamento da primeira parcela do 13º salário em março.
No início de 2025, a multinacional havia contratado cerca de 200 trabalhadores. Em setembro, demitiu 150, alegando necessidade de adequação ao volume de produção.
Multinacional com sede nos Estados Unidos, a produção da John Deere oscila conforme a demanda do agronegócio pelas máquinas, o que se reflete no aumento ou no corte de empregos na unidade. O setor, nos últimos anos, tem enfrentado estiagem e endividamento rural.
Com informações de GZH
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
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Publicada em 26/02/2026