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Banda Jack Lanner fica em 3º no Arde Rock Fest e destaca Cruz Alta

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Cruz Alta marcou presença no pódio de um dos maiores festivais de rock autoral do Brasil. A banda Jack Lanner conquistou o terceiro lugar no Arde Rock Fest, realizado no dia 24 de janeiro, em Santa Maria, com a música “Noturna”, e ainda garantiu o prêmio de Melhor Intérprete para o vocalista Maurício Fogaça, reconhecido pela presença de palco e força vocal.

O resultado levou o nome do município ao centro da cena independente gaúcha, evidenciando a qualidade dos artistas formados na cidade.

Premiação e reconhecimento artístico

O Arde Rock Fest reuniu 10 bandas e 40 artistas de diferentes cidades do Rio Grande do Sul, todos apresentando exclusivamente músicas autorais. Ao todo, o festival distribuiu R$ 40 mil em premiações, um dos maiores valores já destinados ao rock autoral independente no Brasil.

Além do destaque da Jack Lanner representando Cruz Alta, o primeiro lugar ficou com a Kruerz, de Erechim, com Close Your Eyes, e o segundo com a Zelbra, de Bento Gonçalves, com Fight For Your Love. Nos prêmios individuais, o baixista William Ongaratto, da Zelbra, recebeu o título de Melhor Instrumentista, e a banda Locomotiva do Rock, de Santa Maria, conquistou o prêmio de Melhor Letra com a música “Usa-me”.

Trajetória da Jack Lanner

Formada em 2008, a Jack Lanner nasceu em Cruz Alta com forte influência do hard rock clássico. Inspirada por nomes como Guns N Roses, Skid Row, Judas Priest, Motörhead e Kiss, a banda construiu sua identidade com energia de palco, guitarras marcantes e atitude direta.

Após mudanças de formação ao longo dos anos, o grupo mantém atualmente Maurício Fogaça nos vocais, Nicolas Rosa no baixo e vocais, Angelo Garbinatto e Pablo Durigon nas guitarras, e Jonas Junior na bateria, consolidando um trabalho autoral consistente e presença ativa nos palcos da região.

Raízes em Cruz Alta e ciclo que se renova

Idealizado e produzido pela banda Arde Rock, ativa desde 2008, o festival nasceu do desejo de valorizar a música autoral e criar oportunidades reais para artistas independentes. Em um cenário onde a visibilidade muitas vezes depende de investimento financeiro em divulgação, o evento ofereceu estrutura profissional para quem vive da própria criação.

Os idealizadores Simone Sattes e Adriano Peliçario Guilhermano o Killermano, são naturais de Cruz Alta e iniciaram sua trajetória artística ainda na juventude, participando de festivais estudantis do município. Anos depois, retornam ao cenário cultural agora como produtores de um evento estadual, abrindo espaço para novas bandas e vendo artistas da própria cidade conquistarem reconhecimento no palco.

A proposta foi simples, dar voz a quem compõe, ensaia e acredita na própria arte, valorizando a produção humana, sensível e feita por pessoas de verdade.

Clima humano e parceria entre artistas

Mais do que uma competição, o festival foi marcado por um ambiente de respeito e colaboração. Nos bastidores, as bandas trocaram experiências, compartilharam contatos, conversaram sobre carreira e se apoiaram mutuamente. O camarim virou espaço de aprendizado coletivo.

Para fortalecer esse cuidado, a produção contou com o acompanhamento da psicóloga Girlyannie Paz Boniatti, oferecendo suporte emocional aos músicos. Ao final da noite, a sensação era de celebração conjunta, como se todos tivessem vencido.

Impacto que virou movimento

A repercussão ultrapassou Santa Maria. Após a divulgação, artistas de outros estados começaram a entrar em contato com a organização perguntando como participar das próximas edições ou como ajudar na divulgação do projeto. Muitos relataram a dificuldade de encontrar espaços para o rock autoral e parabenizaram a iniciativa.

O festival acendeu um sinal claro. Existe uma cena forte, criativa e produtiva espalhada pelo país, mas carente de palco. Quando o espaço é criado, o público responde e os artistas aparecem.

Atrações que conectaram gerações

Além da competição, o Arde Rock Fest contou com uma programação que ampliou a experiência do público. A abertura ficou por conta da Banda Marcial Manoel Ribas, de Santa Maria, conhecida como Banda do Maneco, trazendo o clima afetivo das bandas estudantis.

No intervalo, a Arde Rock realizou um show especial com participações de Jacques Maciel, da Rosa Tattooada, e Sady Homrich, do Nenhum de Nós, resgatando clássicos do rock gaúcho e criando uma ponte entre gerações. Pais, filhos e crianças cantaram juntos, transformando o festival em um encontro familiar.

O encerramento com o Sarau do Magodoy levou o público a dançar e celebrar, fechando a noite em clima de confraternização.

Acessibilidade e inclusão como compromisso

Desde o planejamento, o festival buscou garantir acesso real a todos. O evento contou com três intérpretes de Libras no palco durante toda a programação, Carine Martins, Maitê Esmério e Vivian Claudy, assegurando que pessoas com deficiência auditiva acompanhassem os shows.

Também foi disponibilizado um camarote exclusivo para pessoas com deficiência física, oferecendo conforto e melhor visibilidade.

Nos intervalos, o Momento Inclusão trouxe áudios informativos com reflexões e orientações voltadas ao respeito, à empatia e ao acolhimento coletivo.

Apoio institucional à cena musical

O Arde Rock Fest também contou com o apoio da ASSMURS, Associação dos Músicos do Rio Grande do Sul, entidade que atua na valorização e defesa da classe musical no estado. A presença da associação reforçou o caráter coletivo do evento e a importância da união entre artistas, produtores e instituições para fortalecer o rock autoral e ampliar espaços para a música independente.

Importância das leis de incentivo

A realização do Arde Rock Fest só foi possível por meio da Política Nacional Aldir Blanc, através do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. O incentivo público foi fundamental para viabilizar um festival totalmente dedicado ao rock autoral, algo que dificilmente aconteceria apenas com recursos próprios ou patrocínios.

As leis de incentivo permitem que projetos culturais independentes saiam do papel, democratizando o acesso à cultura e fortalecendo artistas que não encontram espaço no circuito comercial.

Mais do que uma noite de shows, o Arde Rock Fest deixou um recado simples. O rock autoral está vivo, criando, resistindo e pedindo palco. E Santa Maria respondeu presente.


Com informações da organização do festival

Paulinho Barcelos

Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta

Grupo Pilau de Comunicações





Publicada em 29/01/2026

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