
Final de ano é marcado pelas celebrações com música e fogos de artifício. Mas o que é diversão para alguns pode ser um sofrimento para os animais de estimação. Nesta época, os tutores precisam redobrar a atenção e tomar medidas preventivas para evitar que os cães e gatos sofram com estresse, medo e até problemas de saúde. Quando se fala em redobrar os cuidados, o assunto vai além da saúde.
De acordo com o coordenador do curso de Medicina Veterinária da Ulbra Canoas, Jean Soares, é comum que os animais procurem se esconder em locais apertados da casa ou até mesmo fujam por conta do estresse causado pelos barulhos dos fogos, o que só aumenta o problema. Por isso, o professor explica que o carinho é o primeiro passo para amenizar o sofrimento e permitir que os pets fiquem tranquilos durante a virada.
“O recomendado é sempre ter um ambiente mais confortável, além de ficar próximo do animal e não deixá-lo sozinho. O mais importante é estar próximo dele para que se sinta confiante e ficar muito atento ao seu pátio, porque é ali que podem aparecer os maiores problemas, como as fugas”, comenta Soares.
No entanto, alguns pets podem ter uma sensibilidade maior ao ruído de foguetes e fogos de artifício. Nestes casos, não é só a presença do tutor que vai fazer a diferença, e acaba sendo necessária alguma intervenção.
“Por exemplo, há algumas buchinhas que é possível colocar nos ouvidos do pet para reduzir o barulho”, exemplifica o professor.
Faixas antiestresse podem ser uma opção
“Elas realmente funcionam e acalmam o ânimo. O pet se sente um pouco mais confortável e elas dão mais segurança e tranquilidade para ele nesse período”, adiciona Soares.
Envolver o animal com as faixas exerce uma leve pressão sobre o corpo, o que estimula o sistema nervoso autônomo. Esse estímulo envia sinais ao cérebro, promovendo uma sensação de calma. À medida que o corpo percebe essa compressão, ocorre um equilíbrio entre mente e corpo, o que ajuda o animal a se sentir mais seguro e a lidar melhor com as situações que causam ansiedade nele.
E se eu for viajar e não poder levar o pet junto?
Outras soluções interessantes podem incluir o enriquecimento ambiental, que é criar situações que estimulem os animais a desenvolverem seus sentidos. Para isso, o professor Soares explica que é importante oferecer os brinquedos que o pet mais gosta e todo um espaço confortável. “Além da água e ração, é importante que ele esteja sempre com bichinhos que ele goste e com a cama dele”, explica.
Para quem vai sair de casa e, por diversos motivos, não poderá levar junto os amiguinhos de quatro patas, o ideal é possibilitar que ele possa ficar em casa e, de preferência, no espaço que ele mais gosta. “O ambiente com o qual os pets estão acostumados é o mais importante”, conta o professor. Nestes casos, a velha recomendação de deixar música tocando é super válida.
“Canais de TV específicos para os bichos e música de ambiente funcionam bem, além de deixar uma peça de roupa usada do tutor no ambiente, para que ele sinta o cheiro, faz com que o pet fique confortável também”, explica Jean.
Apesar de todos os cuidados, há alguns casos críticos em que o animal é muito estressado. Existem no mercado fitoterápicos, petiscos específicos e até mesmo sedativos para garantir que o pet não sofra. No entanto, o professor aconselha o acompanhamento de um profissional qualificado. “O ideal é uma recomendação com o seu veterinário para esses casos especiais”, conclui Soares.
Com informações do Correio do Povo
Paulinho Barcelos
Rádio Jornalismo – Rádio Cruz Alta
Grupo Pilau de Comunicações
Publicada em 31/12/2025