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Vazamento de Óleo de navio Grego causa dano de pequena proporção em Rio Grande

Publicada em 16/11/2019

  • Vazamento de Óleo de navio Grego causa dano de pequena proporção em Rio Grande

Os danos causados pelo vazamento de óleo de um navio grego, no Porto de Rio Grande, no Sul do estado, são contornáveis. A avaliação foi anunciada em coletiva, no início da noite desta quinta-feira (14), pelo grupo de autoridades envolvidas no plano de contenção dos cerca de 3 mil litros de combustível derramados.

O oceanólogo Lauro Barcellos, coordenador do Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram) da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), diz que a área onde ocorreu o acidente possui uma variedade grande de peixes, aves e mamíferos marinhos, além de espécies de água doce. Porém, minimiza o dano à fauna percebido nas avaliações preliminares.

"Até o momento, não temos mais do que quatro ou cinco aves que vimos com algumas marcas de óleo nas penas, mas que estão voando. Os animais não estão imobilizados. É um impacto de pequena proporção", afirma.

"É um dano relativo, importante, que vamos saber melhor após o inquérito, mas plenamente contornável", acrescenta o superintendente do Porto do Rio Grande, Fernando Curi Estima.

Segundo a Superintendência do Porto (SUPRG), o vazamento aconteceu durante o processo de reabastecimento do navio Dimitris L, da empresa grega Vrontados. A atividade ocorria em um terminal de soja, entre a Termasa e a Tecon, por volta das 23h.

De acordo com Reinaldo Luís Lopes dos Santos, comandante da Capitania dos Portos, o órgão tomou conhecimento do derramamento 45 minutos depois do acidente, e iniciou o plano de área para conter o combustível vazado logo em seguida:

"Em um reabastecimento, é feita toda a parte de segurança com barreiras de contenção que passam por volta do navio e também da barcaça, que passa o combustível para o navio. Essa barreira tem a finalidade de conter o óleo que venha a efetivamente vazar durante o bombeio", diz. "É factível que ocorra uma falha na etapa de abastecimento de um navio. Pode ocorrer um problema e ter um vazamento."

Conforme o comandante, o trabalho iniciado nesta quinta seguirá durante todo o feriado, sem previsão para que seja concluído.

"A estimativa [de conclusão] é muito precoce porque tem algumas variações que tem que levar em consideração: natureza, o estado do mar, a maré, o vento, a parte noturna, que inviabiliza a remoção do óleo. Tivemos uma parte que vazou da barreira de contenção e foi para outras localidades, mas que estão mapeadas", assegura.

A Capitania dos Portos, responsável pela autuação dos responsáveis, diz que notificou as partes envolvidas. As causas da falha ainda serão investigadas. Não há, entretanto, na avaliação das autoridades, qualquer relação entre o vazamento ocorrido no porto de Rio Grande com os derramamentos no Nordeste brasileiro.

"Não tem a mínima conexão", assegura o superintendente do Porto do Rio Grande. "Trata-se de um incidente que ocorreu em um momento de muita chuva, um evento noturno, [que] tem endereço, tem nome do navio, tem nome do capitão, diferente de outras ocorrências que ocorreram na costa brasileira. E de um dano visivelmente bem menor do que ocorreu lá."


Fonte: G1RS

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