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Concentração de renda volta a crescer no Brasil em 2018, diz IBGE

Publicada em 16/10/2019

  • Concentração de renda volta a crescer no Brasil em 2018, diz IBGE

A desigualdade social voltou a crescer no Brasil e a renda se tornou mais concentrada a partir de 2016. Esse é o cenário mostrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) Rendimento de Todas as Fontes 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira. 

Os 10% mais ricos concentravam 43,1% dos rendimentos no ano passado enquanto os 10% mais pobres detinham 0,8% da massa de ganhos. A pesquisa mostrou que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, que era de R$ 264,9 bilhões em 2017, cresceu para R$ 277,7 bilhões em 2018. 

A Pnad ainda mostrou que os mais pobres passaram a ganhar ainda menos e o oposto foi observado entre a parcela mais rica da população. De 2017 para 2018, as pessoas que faziam parte dos 30% que recebiam os menores vencimentos tiveram redução no rendimento médio na ordem de 0,8%. Por outro lado, aqueles que faziam parte faixa mais elevada tiveram aumento de 8,4% no ganho médio, passando de R$ 25.593 para R$ 27.744.

O rendimento médio mensal real do 1% da população com maiores ganhos era de R$ 27.744, o que corresponde a 33,8 vezes a renda dos 50% que recebem menos no País - média de R$ 820. A faixa mais pobre da população, em condição de miséria, em 2018 recebia R$ 153 ao mês. 

"Aqueles 30% que tinham os menores rendimentos observaram redução em relação a 2017 nesse rendimento médio", disse a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira.


Fonte: Correio do Povo

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